Inovar, empreender e aprender a conviver com dívidas.

A inexistência de crédito para empresas nascentes pode ser considerada como mais um obstáculo ao empreendedorismo no país, junto com outros, culturais, educacionais e governamentais, que prejudicam a evolução empresarial do Brasil.
Se alguém lembrar a possibilidade do acesso ao microcrédito, pode desistir, pois nenhum negócio consegue adquirir um equipamento de ponta, ou mesmo compor a necessidade do capital de giro com apenas R$ 15 mil.
Sobra, portanto, para o empreendedor as linhas de crédito pessoais, com juros abusivos e prazos apertados, ou se desfazer de seus bens, imóveis ou móveis.
Mas sempre existe uma saída, aprender a conviver com o adiantamento de recebíveis, ou melhor, descontar cheques ou adiantar o recebimento futuro dos cartões de crédito.
O capital de risco, ou o investimento dos anjos, investidores intrépidos sedentos por dividendo de curto prazo e se possível polpudos, seria um caminho, porém o encontro entre estes investidores e os empreendedores ainda é difícil e repleto de senões dos dois lados.
Na visão dos futuros empresários os anjos, donos do capital, se tornam sócios do empreendimento com o objetivo traçado de fazer valer a opção de vender a parte deles, ou toda a empresa, conforme o contrato firmado entre as partes, para outra pessoa interessada, e a desconfiança impera no relacionamento.
Mas e o sonho de uma ideia transformada em uma startup de sucesso, para onde irá?
Talvez, com raras exceções, em direção ao longo e torturante caminho do fechamento precoce, apesar da ideia excelente, da viabilidade financeira e comercial confirmada, alguns negócio sobrevivem, e conseguem segurar a onda sufocante da falta de recursos financeiros para o capital de giro da empresa e ainda, para a aquisição de máquinas e equipamentos de ponta.
Existe a saída menos traumática, desde que o negócio seja estruturado para vencer algumas barreiras, todas fincadas na gestão empresarial, como as financeiras, comerciais, administrativas, de pessoal e até mesmo a cultural.
Primeiro e o mais importante, pense na sua empresa no fundo de quintal, pequena, mas totalmente sobre o seu domínio. Pensar grande agora não irá ajudar em nada, apenas provocar uma sensação de derrota, caso o sucesso demore a acontecer.
Segundo, estar convicto que o seu produto ou serviço representa realmente uma necessidade de mercado, as pessoas precisam ou desejam o que quer vender para elas?
Terceiro, definir o nicho de mercado, alinhado ao plano de negócio?
Quarto, elaborar o custo de produção, com a confirmação dos valores por parte dos fornecedores, inclusive as quantidade mínimas e máximas de estoque, e formar o preço de venda, através dos critérios de precificação, ou seja, analisado o quanto o consumidor quer e pode pagar.
Quinto, administrar o estoque para não ultrapassar os limites do capital de giro mensal.
Sexto, estruturar a logística, para atender os seus clientes?
Sétimo, aprender a conviver com as dívidas, e lembrar que diferentemente das pessoas físicas, as empresas precisam gerar débitos para conseguir obter créditos, como também é muito melhor comprar com prazo do que pagar a vista.

2 responses to “Inovar, empreender e aprender a conviver com dívidas.

  1. Parabéns pela reflexão.Gostaria de lembrar que, mesmo quando se tentou beneficiar o empreendedorismo com facilidade de crédito ( Prog. Brasil Empreendedor), a fata de cultura empreendedora voltada a exploração de oportunidades, num pais onde a educação falha em todos os aspectos acabamos presenciando oportunistas transvestidos de empreendedores.Creio que não falta crédito e sim politica de crédito que favoreça oportunidades mas que valoriza a livre iniciativa QUE CONSCIENTE ENTENDE O QUE É CORRER RISCO.

    • Messias,

      Bom dia!
      É isto mesmo, o empreendedor precisa aprender a ser empreendedor, conviver e sobreviver no mundo empresarial vai muito além do romantismo declarado na revistas sobre Inovar e ser um sucesso.

      Abraços,
      Jorge

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