A tecnologia é a culpada pelo desemprego?

A convivência com constantes revoluções tecnológicas, que surgem a todo instante, com apoio das mais diversas ferramentas das tecnologias da informação e comunicação disponíveis, ou ainda em desenvolvimento nos laboratórios, nos deixou desatentos em relação à nova ordem econômica e social do mundo, e das conseqüências para a humanidade.

As que redes sociais possibilitam, desde dissimilação de uma idéia pelo mundo em poucos segundos, até o simples e livres acessos individuais às mais complexas informações científicas e sociais.

Apesar desta abertura à total disponibilidade ao conhecimento, de todos para todos, muitos trabalhadores sofrem com as suas próprias falta de habilidade, e também dos seus governantes, em se adequar às constantes alterações das necessidades de consumo pelo mundo.

Durante muitos anos, principalmente nas décadas de 80 e 90, se falou no impacto social que seria causado pela progressiva substituição do homem pelas máquinas para a sustentação do crescimento da economia mundial, porém a população das máquinas de alta tecnologia continua a crescer de forma acelerada, expulsando a população de trabalhadores do seu habitat profissional.

Esta invasão das tecnologias na Terra provoca algo realmente terrível para a humanidade, o temível desemprego e ancorado a ele a miséria, e todos os demais males que acompanham estas duas mazelas da humanidade.

Na verdade, o homem está buscando alternativas de sobrevivência, alguns encontram outros meios de sobrevir, através de novas funções no mercado de trabalho, mas ainda muito aquém da necessidade de absorção do crescimento da população economicamente ativa no mundo, mesmo porque, boa parte desta recolocação depende de estudo e adequação profissional, muito distante da realidade, para a maioria dos trabalhadores do planeta.

As sucessivas revoluções tecnológicas que vivemos em períodos cada vez mais curtos de tempo, deveria nos obrigar a ter igualmente novas atribuições funcionais que atendessem esta demanda, mas a obrigação em reter o conhecimento passado atropela qualquer chance de atualização profissional.

Para um pedreiro não basta mais somente saber assentar os tijolos com argamassa, é também fundamental que saiba ler, entender e analisar uma planta de uma casa na tela de computador, e discutir com seus colegas sobre a forma mais produtiva de erguer uma parede, por exemplo.

Esta situação há dez anos faria parte de um filme de ficção, porém hoje está presente em qualquer canteiro de obras.

Temos, ainda, algum tempo para reverter esta situação, mas para isto acontecer à globalização deve extrapolar as relações de compra e venda e chegar a proporcionar condições de capilarizar a cooperação de novos conceitos funcionais e profissionais, para a harmoniosa convivência entre os trabalhadores e as tecnologias, assim desde os governos, empresários, sindicatos e até você, empregado ou não, passam a ter uma nova responsabilidade na participação das revoluções.

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