A informação e suas facilidades prejudiciais a saúde dos mais velhos.

Os jovens são capazes de não entrarem em pânico mesmo com uma infinidade de informações passeando em frente aos seus olhos, ao mesmo tempo, em frações de segundo, apenas olham, analisam e degustam a tecnologia, e depois simplesmente interagem com ela.

Vamos imaginar um jovem encontrando vários grupos de amigos e milhares de livros interessantes, em uma biblioteca há mais de cem anos atrás.

Qual a possível reação deste nosso ancestral?

Resposta simples:

– Ficaria com os amigos do lado de fora da biblioteca, deixando de absorver a sabedoria do mundo, muito provavelmente porque ele seria semi-analfabeto, ou também porque era muito melhor ficar batendo papo e olhar o movimento dos modernos carros Ford T (fabricados entre 1908 até 1927).

Puxe seu Netbook para mais perto.

Vamos conversar sobre este assunto.

Hoje, o universo social está inserido na vastidão de informações interligadas, propiciando a todos, que tenham um computador e que acessem a Internet, a possibilidade de estarem com seus amigos e também pessoas ainda desconhecidas, junto a milhões de possibilidades de alimentar os seus níveis de conhecimento, sobre infindáveis variedades de assuntos, dentro e fora de bibliotecas digitais, e mais a possibilidade de ouvir e ler sobre as notícias do que está acontecendo neste instante, em qualquer parte do mundo.

É evidente que todos os excessos precisam ser controlados, mas as tecnologias da informação estão nos trazendo à possibilidade de realmente usarmos nossa capacidade cerebral para aguçar ainda mais a curiosidade pelos acontecimentos que nos rodeiam e afetam.

As empresas de tecnologia nos apresentam as facilidades, os equipamentos e os canais para saciarmos a ganância por mais conteúdos e relacionamentos, não existem preconceitos que possam frear a febre imposta pelo mercado da necessidade em conhecer a informação antes de todos os outros.

Este caminho, em nuvens ou no chão mesmo, não tem mais volta.

Os telefones, já nos ajudaram os livros impressos também, agradecemos muito, mas hoje, ambos vão ficar como boas lembranças do passado, as inovações estarão substituindo os velhos padrões e conceitos, e em breve todos serão jogados para a dispensa de nossas memórias e depois para o saudosismo das conversas entre pais e filhos.

Afinal, qual o problema de nossos filhos entrarem na biblioteca de informações que interessam a eles agora, e ao mesmo tempo, ficarem conversando com os amigos e interagindo com acontecimentos e notícias do momento?

Como podemos questionar uma sociedade que está tentando aprender a conviver com imagens e sons digitais entre si, sem o apelo da aproximação física. Podemos conversar, nos ver e até perceber as características do local, sem estar realmente lá.

Parece que as tecnologias estão perturbando os mais velhos, principalmente quanto à percepção da falência dos antigos modelos de acesso a informação e da sua transformação em conhecimento para a vida.

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