Como as tecnologias afetam os nossos jovens.

São quase onze horas da noite e milhões de jovens estão conversando entre eles, espalhados pelo Brasil, para isto utilizam o MSN, o Orkut, o Twitter, e o Facebook, entre um ;)… e  um rsrsrsrs, ouvem uma música pelo Youtube e gravam um CD para ouvir no carro, no trajeto da casa para a escola e vice-versa.

Se precisarem ler um livro para uma prova na escola, de algum grande mestre da literatura brasileira, invariavelmente após alguns capítulos a força irresistível da facilidade das tecnologias da informação e comunicação, faz com que seja encontrado rapidamente o resumo na Internet, através da eficiente ajuda do Google, reduzindo horas de leitura por apenas quinze minutos, e um ar prazeroso da obrigação cumprida toma a todos, inclusive os cúmplices, os dois comandos: Ctrl C e Ctrl V, e assim, está resolvida mais uma pendência escolar.

Puxe seu Netbook para mais perto.

Vamos conversar sobre este assunto.

As possibilidades não ficam somente nisto, as notícias que por ventura interessam são lidas até o subtítulo, apenas aquelas muito especiais ganham a chance da leitura por inteiro, o complemento fica a critério da troca de mensagens entre os amigos que enriquecem o artigo original, com ligações a outras matérias, comentários e novos argumentos, desenvolvendo inúmeras variáveis sobre o assunto inicial.

Imaginem se uma apostila do colégio tivesse estas interfaces, ligando um conceito a inúmeros outros, integrados entre si, certamente sua aceitação seria outra no mundo estudantil.

Estas informações são geradas e atualizadas, clique após clique, numa velocidade estonteante para os padrões de compreensão de dez anos atrás, mas para hoje, algo muito normal, o feijão com arroz do dia a dia na Internet.

Um simples fato histórico poderia ser reavaliado para os critérios sócio-políticos atuais, compondo um novo e atraente ângulo para um fato de centenas de anos de estagnação, mas gerador de inúmeros acontecimentos na atualidade.

O celular, criado originalmente para facilitar a comunicação, que ganhou há poucos anos atrás a possibilidade de enviar e receber torpedos e SMS, agora, além disto, também possibilitam o acesso a Internet e a todas as redes sociais, é a mobilidade tecnológica, que trás para as pessoas, as mais diversas possibilidades de acesso à informação.

Existe algum mal nesta imersão aos diferentes universos da informação?

Para os pais quarentões ou cinqüentões, que não ficaram muito próximos aos computadores nestas últimas duas décadas, foi criado um enorme buraco negro de desconfiança entre o seu mundo, que achavam que conheciam e o dos seus filhos, que com certeza precisam reaprender a conhecer, pois as mutações ocorrem sistematicamente a cada novo clique em algum lugar do mundo.

Devemos, portanto, baixar definitivamente a guarda, e entender que eles, os nossos filhos, estão em um novo mundo, extremamente veloz, multi-social, mutável e susceptível a novos conceitos.

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