A empresa e seu primeiro ano de vida.

Após 12 meses de trabalho duro, somente agora foi possível retirar um dinheiro da empresa para o pró-labore, até então os recursos tinham uma única mão, a do investimento e também para honrar os compromissos com os fornecedores, com os custos fixos e impostos.

Puxe seu Notebook para mais perto.

Vamos conversar sobre o assunto.

A idéia de abrir o próprio negócio é quase sempre acompanhada do sonho da independência financeira, ou seja, ter dinheiro suficiente para viver bem, e aproveitar a vida e seus encantos, como viagens de turismo, carros do ano, uma casa confortável, e é lógico, o bem estar da família.

Porém, o que se constata na dura realidade empresarial, que com o passar dos meses é o difícil se manter no caminho dos sonhos, o dinheiro não pára mais nas mãos, pelo menos não nas suas, é a constância diária de pagar isto e aquilo, sem uma folga, as contas parecem se multiplicar a cada dia e os recursos financeiros segue no sentido inverso, reduzindo perigosamente o capital de giro.

Felizmente quando foi feito o plano de negócios, foi inserido o valor desejado do pró-labore correto, equivalente a quanto o empresário precisaria para viver, mesmo que sua retirada aconteça meses mais tarde.

Com esta metodologia, os custos não serão atingidos por um súbito aumento dos custos fixos, quando o proprietário retirar o seu pró-labore, e tão pouco houvesse a necessidade de aumentar os preços de venda, pelo mesmo motivo.

Mas para agüentar a pressão financeira sobre todos estes meses, o empresário precisa ter o recurso necessário para manter as suas despesas pessoais, sem prejudicar o desempenho da empresa, que pode, preferencialmente, advir de uma reserva financeira, ou em uma hipótese inconveniente, obter os recursos através de empréstimo em instituições financeiras, ou ainda, em uma zona de alto risco, utilizar o limite de crédito disponibilizado na sua conta bancária.

As tentações, durante o ano, foram muitas, principalmente quando a empresa ultrapassa o ponto de equilíbrio e parece sobrar dinheiro no caixa, mas a consciência administrativa percebe que uma retirada naquele instante pode prejudicar os pagamentos futuros ou até mesmo a viabilidade financeira e comercial do negócio.

Entretanto, após doze meses, o demonstrativo de resultados mensal está indicando lucro, é finalmente permitida à retirada mensal do pró-labore, sem receio de atrapalhar a empresa e seu fluxo de caixa.

Mas nunca é demais lembrar, que o valor definido da retirada de recursos financeiros, pelo sócio, precisa ter data e valor previamente definido e analisado, não apenas em relação ao desempenho financeiro da empresa, mas principalmente em razão da sua sobrevivência e posterior evolução no mercado.

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