Controle a arrogância técnica dos consultores.

Arraste o seu Netbook para mais perto.

Mas da forma correta, não de qualquer jeito.

Um consultor deixaria mais claro para você, dizendo o seguinte:

– Faça como eu já expliquei, assim, você reduzirá o desgaste e aumentará a vida útil do equipamento.

Assim atua o consultor, acredita que o certo é fazer da maneira que ele receitou, esta é a forma mais adequada para ser utilizada em um determinado momento.

Amanhã pode mudar a dica, ou humor dele estará alterado, uma coisa, ou outra, ou as duas mesmo.

Mas ele, o consultor empresarial, também é adepto das figuras de linguagens, como:

– Qualquer rato de esgoto faria isto melhor que seus empregados.

Ou exemplos que estão na prateleira à espera do instante do “deixa”, para pular na sua frente e ilustrar uma passagem empresarial, como:

– A empresa concorrente reduz os custos fixos semestralmente.

E o detentor do conhecimento, reforça:

– Qual a razão para você não fazer o mesmo agora?

Existem também os termos em inglês, que parecem dar um ar mais profissional e imponente:

– Você calcula o break-even point da sua empresa?

E segue a tradução, para facilitar o entendimento.

– Você calcula o ponto de equilíbrio, ou o faturamento mínimo mensal, para cobrir os custos da empresa?

Porém, existem outras pérolas de ações praticadas por parte de muitos consultores, como a correção imediata e imperial, em qualquer lugar, com quais foram às pessoas, das atitudes, comentários, ou mesmo ações gerenciais, praticadas pelo empresário.

– Você deve se atualizar com o mercado, não insista com os erros do passado, ou deseja permanecer na auto-estrada que leva ao brejo?

Somente para lembrar um detalhe, quem paga, ou pagará a consultoria, é o cliente, ou seja, o empresário.

Outros senhores do conhecimento acadêmico ou mesmo prático, não conseguem aguardar o cliente concluir um pensamento, e logo completam, com o seu conteúdo expresso, pois não querem perder mais tempo com aquela prosa sem sentido, para ele.

Quando se predispõe a demonstrar e explicar uma fórmula do cálculo do preço de venda, para um empregado da empresa contratante, consegue estabelecer um novo recorde de tempo, deixando o coitado do funcionário em dúvida se ele é alguém incapaz de compreender algo simples, ou realmente o cálculo é de um nível muito superior à sua capacidade de assimilação e compreensão.

Apesar disto tudo, o consultor não faz nada por maldade, é apenas a arrogância técnica tomando conta, ele acredita que todos devem saber ao menos o básico de qualquer explicação dada, quando o fundamental apresentado, muitas vezes, já está longe do entendimento do empresário.

Os consultores devem, ou ao menos deveriam tentar reconhecer o nível de conhecimento do seu cliente, além das necessidades e prioridades do contratante, para que as suas sugestões ou explicações fossem totalmente compreendidas e absorvidas, por todos, conduzindo a empresa a uma maior competitividade no mercado.

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