Conhecimento desprezado

Puxe seu notebook para mais perto.

Vamos aproximar os nossos conhecimentos. 

Dizem que Napoleão Bonaparte rejeitava em suas fileiras, pessoas ignorantes com iniciativa, porém trazia para perto de si, aquelas que conseguiam ser inteligentes com iniciativa.

Nas corporações, muito se fala em aproveitar a inteligência empresarial, base para a gestão do conhecimento e também para os negócios vinculados a ela, que precisam obter e efetivar as vantagens competitivas nas relações com o mercado, se possível criando diferenciais difíceis de serem copiados pela concorrência, mas facilmente assimilados pelos consumidores.

Entretanto, a realidade no mundo dos negócios, infelizmente é outra.

Após o clímax das crises financeiras, no país e no mundo, os empregados remanescentes nas organizações cercaram seus feudos com a maioria dos ignorantes sem iniciativa, disponíveis na empresa. Tipo, não pergunte, ou argumente, apenas faça o que foi mandado. Caso contrário…

Seres com conhecimento e capacidade inovadora, tornaram-se elementos de risco para todos os seguidores do status quo empresarial. Exceção aos que se comportem como soldadinhos de chumbo, ou zumbis de ocasião.

Alguns, poucos, ocasionalmente são tirados do transe hipnótico da ignorância, para que, por alguns momentos, demonstrem a luz teatral da inovação, mas, rapidamente voltam à condição inicial, encaixotados na obscuridade imposta pelo sistema.

Com o passar do tempo, alguns poucos conseguem se libertar e começam a questionar a sua condição de marginalizados, porém com o poder ditatorial corporativo, são bruscamente banidos, ou pior, humilhados em praça pública, digo, em alguma reunião de trabalho.

Muitas vezes, a cada seção de desprezo, acabam formando um grupo de alijados corporativos, que durante o único momento de lucidez, à hora do cafezinho, tentam permanecer lúcidos. 

A imagem pode ficar mais grotesca ainda, quando os detentores do conhecimento acreditam que a sua existência é de vital importância para a organização, mas esquecem da sua real imagem, perante os seus chefes, gerentes e diretores. Aí nem o isolamento irá ajudar, a ilha será inundada pela necessidade em atender rapidamente as prioridades comerciais da empresa.

Você que por algum momento pensou, não pense muito, faça logo, empreenda o seu conhecimento, no seu negócio, ou ajoelhe e aceite o imperador, como o seu soberano e senhor.

 Autor

Jorge Luiz da Rocha Pereira

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s